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Sou a BF...sou f�mea...gosto do escuro...gosto do vermelho sangue...
Aqui um pouco a respeito dos meus pensamentos...
A frase de minha l�pide: "Se voc� tivesse acreditado em minhas
brincadeiras de dizer a verdade; teria ouvido verdades que teimo
em dizer brincando. Falei como palha�o, mas nunca desacreditei na
seriedade da plat�ia que sorria."
(Charles Chapplin)
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16/10/2004 00:21
Não falo aqui do meu cotidiano, conquistas, planos...nada disso coloco aqui...não existem...
Sou apenas alguém que respira e expira...sem sonhos...eternamente tanto faz...
Fico horas escrevendo pensamentos que vem na mente...as vezes são confusos até para eu decifrar...
Antigamente eu sofria com isso, pois queria entendê-los...hoje já não ligo mais, o que mais quero é ficar livre deles...encontrei na escrita uma aliada para meus momentos de solidão, medo e angústia.
Hoje a tarde escrevi isso...
"Neste momento meu tema é a raiva...aquela que impregna meu ser de fumaça cinza e quente.
Raiva é derivação de ódio, e ódio é tudo aquilo que vem e não volta.
Meu ser inquieta por dentro, 300 mil km por hora e nada sai do lugar...a visão balança rapidamente, pois o medo chega junto...mas o pensamento está na morte e no sangue...aquieta meu viver.
Mulher feminina e doce dança pela escuridão...acaricia a face e o corpo desnudo...já não sei se quero que fique...talvez apenas que passe por mim...
É impossível ter paz quando a conversa que surge é confusa e berrante...apenas escute o que te fere por dentro.
A dor é algo que surge para ir, no lugar do que sentiu apenas ficou o prazer...a criança também percebe que há mais dor do que prazer.
Se trata-se de escolha, eu acolho o prazer em suas mais variadas formas de existir...hoje conheço o sangue da dor.
O vinho no cálice pode indicar que uma batalha acabou, comemore ou derrame-o sobre mesa...
Quando tudo isso passar, quero apenas sentar debaixo da árvore sem frutos e sentir o canto dos pássaros que inocentemente comemoram a vida...na terra que cobre o solo posso pintar com os dedos uma faca, uma foice, uma corda e bolinhas, pingar em cada pintura o sangue que foi escorrido...observar a paisagem para por fim colher uma rosa no pequenino jardim, tirar pétala por pétala e oferecer a pintura...como prova do fim da batalha...
Ninguém vai conseguir destruir meu espírito, porque é único...minha carne fica...mas ficará como prova de que venci as facas, foices, cordas e bolinhas...
Uma pipa, depois de feita, pode voar sozinha...desde que alguém tenha segurado a sua linha...
Um dia a criança precisará partir...vai abrir as mãos e ficará livre tal linha...nesse dia a pipa já deverá ter se habituado com parte do céu e com alguns tipos de vento...o sol e muitas tempestades...voará por si...até um dia encontrar outras tantas pipas que sozinhas seguem seus rumos...
Era uma vez uma pipa que caiu debaixo de uma árvore sem frutos, ouviu os inocentes pássaros cantando um hino para a vida...viu facas, foices, cordas e bolinhas...mas se agarrou as pétalas de rosa."
BF
enviada por * B F *
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